22/11/2012

Novos hábitos





Segundo o budismo de Nitiren Daishonin são cem dias para mudar
um hábito, acostumar com algo novo.
Acabo de completar meus primeiros 100 dias in "Aussie's Land".
E continua sendo estranho.
Não sei dizer ainda se gosto ou não, só sei que já mudei muito. De ideia, moral, conceitos, costumes, opinião, de certezas.
Não sei me descrever, nem para preencher um simples cadastro de curriculo, traçar o perfil no Linkedin.
Quais os meus hábitos, preferências, medos ?
Não sei mais !
Juro que sabia, achava que sabia.
Tá. Mas você quer trabalhar com o quê ? Hein ??? Xiii... Vou ali pensar mais e volto já.
Aquela que achava que era forte, destemida, independente, auto suficiente, virou uma franguinha, que não gosta mais de ficar sozinha em casa, quer conversar com qualquer um e chora num piscar de olhos. A que implicava com tudo, cheia de manias. Agora só tem uma.
Mania de ser feliz.
Não importa mais nada.
A palavra que australiano usa para tudo: Enjoy ! Virou mantra, o meu carpe diem.
Tem que valer a pena, cada pessoa, cada lugar, cidade, trabalho, cada perrengue, só dura o tempo que tiver valendo a pena. Parou de valer a pena é hora de mudar. A liberdade é tão grande que ao mesmo tempo que acalma, também assusta.
As oportunidades surgem a todo instante, a vida acontece por semana, o salário é pago semanalmente, o aluguel também.
Você faz dinheiro e paga as contas. Se não trabalhar numa semana, dobra na outra.
E se não gostar do trabalho não precisa sofrer é só avisar que na semana que vem você vai viajar ou arrumou outro trabalho e pronto.
Uma semana de aviso prévio é tipo, very polite.
É que na real, ninguém tá nem aí pro seu draminha pessoal. Assim como em lugar nenhum, mas aqui o povo nem disfarça.
O café da manhã, "brekie" é a refeição de destaque. Australiano sai muito mais para tomar café da manhã do que para jantar para fora.
No geral são bem junkies mas existem opções além de bacon and eggs.
Para minha surpresa um prato de sucesso é o bom e velho mingau. Feitos com uma mistura de várias sementes ( de abóbora, girasol, macadamia, pistache,..) aveia ou flocos de arroz ( na versão gluten free) misturadas no leite ou água adoçado com mel ou mapple e frutas secas.
Outro hábito saudável é o abacate no lugar da manteiga para passar no pão.
Não chega a ser um guacamole, bem mais simples que isso, é só o abacate direto na torrada, com sal e pimenta.
Está em todos os cardápios : toast with avocato.
Não sei se é por que aqui não tem requeijão mas até que eles são bem originais nos complementos para as torradas. Tem pelo menos umas cinco opções : cogumelos salteados, ovo poche , salmão defumado, manteiga de amendoim e o estranhissimo vegemite.

Vou seguindo por aqui experimentando novos sabores.
Já já eu conto mais.



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16/09/2012

Quebrando padrões




Segundo mês em terra estrangeira.
Rotina de cabeça para baixo.
Eu que era cheia de regras e padrões, fã de uma disciplina quase xiíta fui obrigada a me tornar bem mais flexível.
Encarando como um processo de evolução.

Comecei a trabalhar alguns dias da semana como barista num restaurante badalado de Manly beach. Um bom lugar para entender a cultura australiana.
Fiz um curso de um dia para aprender todas as formas de cafés possíveis. Os Aussies levam esse papo de café a sério.
O que antes para mim era só um café com leite virou latte, flat white, mocca, cappuccino...
Australiano é tão tarado com café que inventaram até o babyccino, espuma do leite com chocolate em pó e um bolinha de marshmellow para a criança tomar enquanto os pais saboreiam o cappuccino.

As vezes me perco entre o ponto adequado da cremosidade do leite e entender o pedido do cliente : " I would like a weak flat white with one equal , please ".
A parte do weak eu entendi, um café fraco, mas what a fuck means equal ?
E uma eternidade se passa, a fila aumenta até eu descobrir que é a marca do adoçante.

A vida de restaurante é ralação física, fora fazer café e cuidar de toda a parte de bebidas têm a limpeza do bar e a reposição o que significa subir e descer até o estoque carregando caixas de vinho, kilos de grãos de café, cervejas e afins. E haja coluna.

Trabalhando aos sábados e domingos a noite e com folga segundas e terças, a mini depressão de domingo das seis da tarde ficou sem lugar.Domingo ficou com corpinho de sexta.

A moda aqui em Northen Beaches é bem anos 80, tênis Vans, com e sem cadarço, All Star de cano longo. Calças coloridas, vermelha, azul, amarela. As meninas usam coques descabelados feitos bem no alto da cabeça, quanto mais alto melhor. Shortinho jeans com meia calça e botas. Chinelo com calça jeans surrada e muitos andam descalços mesmo.

Para alguns surfistas é comum morar no carro , em vans , atrás do banco do motorista abre uma cama. Conheci um japa que morou seis meses estacionado em frente ao pico de surf que ele gostava. Comia banana no café da manhã, surfava, ia trabalhar na fábrica de sushis cortando peixe , aproveitava para almoçar e jantar sushis. O banho era nos banheiros das praias, que aqui são limpos. Custo de vida quase zero.
Agora Yuki casou. Convenceu a namorada a vir do Japão e para isso precisou pedir a mão dela em casamento e se mudar para uma casa, a familia da Yuna não permitiu que ela viesse sem um endereço postal.


Semana passada descobri uma rede fast food gluten and dairy free muito legal, chamada Iku , tem em vários lugares da cidade. Comi bolinho de arroz com algas e fiquei de olho na torta de abóbora japonesa. Dá para ver o cardápio no site www.iku.com.au.

Xi, preciso ir para aula agora.

Sigo por aqui reaprendendo a viver, jogando fora o que não serve mais e catando o que estava perdido.

02/09/2012

Beetroot dips



Hoje completa um mês que estou na Australia e apesar da solidão, os dias passam voando.
Fiquei sócia da library aqui do lado de casa, uma biblioteca gigante cercada de verde, com acervo incrível. Posso pegar livro, revista, dvd, cd, whatever e devolver como nas locadoras, basta jogar o livro na caixinha.
Ontem começou a primavera por aqui.
Hoje é domingo, dia dos pais, tá um sol lindo. Daqui a pouco vou fazer um trainning na cooperativa de orgânicos. Me candidatei como voluntária para ajudar numa loja super rasta, tudo unpacked, você deve levar seu vidrinho, potinho, saquinho para embalar e comprar os grãos, frutas secas, mel, farinha, xampu, shoyu, azeite etc , além claro da sua sacola ecobag.
Agora é noite, lua cheia já voltei da cooperativa.
O trabalho foi basicamente no caixa da loja e repondo os itens que faltavam. Foi bem legal, todos que trabalham são voluntários. Ninguém recebe, não tem chefe. Em troca das horas trabalhadas ganhamos 30% de desconto em compras nos produtos da loja. E lá é tudo mais em conta, com preço justo. A loja divide o espaço com o Enviroment Center e o Surfrider Foundation of Manly, uma galera ligada a permacultura, ecoturismo, surf e afins. Tudo muito green.
Como também tenho que fazer o replacement dos produtos, está sendo bom para aumentar o vocabulário, fico procurando no estoque por produtos com nomes que não tenho ideia do que significam, como por exemplo, what a fuck means pearl....até finalmente descobrir o saco onde tem o refil da cevada.

Ontem a noite fui numa baladinha, aqui tem muita música ao vivo,sempre um cara tocando Ben Harper, Pearl Jam. Coisa que no Brasil eu detestava, aqui eu to gostando.
Assim como várias outras coisas. Aqui é um bom lugar para quebrar padrões e mudança de conceitos.
Semana passada, meu flatmate deixou um bilhete para que eu esperasse o cara da máquina de lavar roupa.
Acordei, tocou o interfone. Abri a porta de moleton, casacao de lã, meia e pantufas, só faltou o gorro.
- Morning...
- " Hey how are ya going luv !" ( mulher eles chamam de luv e homem mate).
Ainda sem entender direito , esfreguei os olhos.Pisquei três vezes e realizei.
Dois loiros tatuados entrando com a máquina de lavar , tentando colocar na mini lavanderia do apê com 6 pranchas empacando a entrada.
Hey luv, Are you a surfer ?
No,... I used to be.... but...
Where are you from ?
Um de Floripa outro de Porto Alegre. Um designer e outro advogado, ambos entregando máquina e dali saindo para o surf.
Acontece direto,andando de carro do nada na sua frente encosta um caminhãozinho tipo da light e desce um ser de macacão só que ao invés de puxar a escada de cima do carro ele tira a prancha e por baixo do macacão já está com long john. Hora do almoço é hora de surfar.

Aqui em todo mercado vendem vários tipos de pastinhas para comer com dips.
Uma das mais famosas é a de beterraba.
Apaixonei.
A receita original é um pouco mais heavy pois colocam açucar.
Adaptei para ficar mais light.

Beetroot Dip
Ingredientes:
4 xic de beterraba cozida
4 dentes de alho crú
1/2 xic de amendoa hidratada em agua filtrada ( deixe hidratando de um dia para o outro na geladeira em recipiente fechado)
1 col sopa Azeite de oliva
Pimenta do reino
1 limão espremido
1 xic de Salsa
1 col sopa Oregano
1 col sopa Ervas finas
Bata tudo no processador e sirva com chips de arroz, milho , palitos de cenoura, aipo, pepino, couve flor cozida, etc.

Para saber mais da cooperativa dá uma olhada no site : www.manlyfoodcoop.org


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29/08/2012

Life style - wrap




- "O que me preocupa é você buscar algo que não existe. Você querer uma felicidade inatingível. Algo perfeito, colorido, mas que não é real. Meu medo é você passar a vida buscando e não encontrar. A felicidade está no aqui, agora, nessa vidinha mesmo, não está tão longe assim. A vida é isso."
Ouvi atentamente e entendi a preocupação da amiga com a minha decisão.

Entendi, mas não concordei.

Depois de atravessar o oceano , na primeria caminhada costeando praias com cenários deslumbrantes.
De correr em pistas de corrida cada uma mais perfeita que a outra, com bebedouro no caminho para matar a sede.
De chegar no ponto de ônibus mandar uma mensagem de texto pelo celular com o número do ponto e receber em seguida em quantos minutos o ônibus vai chegar.
De voltar para casa caminhando pela rua deserta e escura ouvindo música sem um pingo de insegurança.
De pegar móveis e utensilios da rua para montar o apê.
De deitar na grama em frente a praia para ler um livro com o sol aquecendo.
De nadar na pisicna pública de 50 metros, com vestiário para tomar banho com tudo limpo.
De não ver lixo nas ruas.
De estacionar sem flanelinha.
Descobrir que o shoping fecha as 5 pm por que afinal quem trabalha lá precisa viver também.
Perceber que as praias e parques de repente ficam cheias no meio da tarde quando os pais depois do trabalho vão aproveitar o resto do dia com as crianças em alguma atividade ao ar livre.
De resolver burocracias em 30 minutos sendo bem atendida.


Percebi que o que busco não e tão irreal, ou impossível assim.
Não é muito, pelo contrário, é bem menos, é simples.

Me sinto mais leve sem a paranóia da violencia escondida.
Sem o stress para ir e voltar do trabalho.
A dureza do dia a dia, de ralar para não aproveitar nada.
Onde ter um carro é como sustentar um filho.
Porque tudo é muito mais difícil do que deveria ser.

Vim para um lugar onde não é estranho ou hippie você priorizar a vida, o bem viver.
O foco não é uma mega carreria , com muita grana e pouco tempo.
Aqui não tem muita diferença social, a garçonete ganha o suficiente para viver bem, morar num apê perto da praia, viajar e comer. Assim como o médico.

Amiga, pode ficar tranquila que o que busco e quero existe sim.

E nesse life style simples o que tenho comido diariamente são os
healthy wraps.
Misturo vários vegetais como cebola, nirá, cenoura ralada, repolho ralado, espinafre, cogumelos, noz moscada, pimenta do reino, shoyo, azeite. Se estiver um dia frio cozinho al dente, se estiver calor faço como salada , tudo cru mesmo.
Vou variando as proteínas tem dia que é salmão defumado, outros atum (só comecei a comer com atum quando finalmente aprendi a usar o abridor de lata estilo inglês), frango em cubos free range ( o nosso caipira), ovo cozido ou pedaços de tofu.
Depois é só enrolar em folha de alga de sushi, papel de arroz, wrap sem gluten ou em folha de alface mesmo.
Como no almoço e levo para jantar meu sanduiche.
Fácil simples, e saudável.




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10/08/2012

Do outro lado do mundo




Sempre tive vontade de morar fora, viver num lugar diferente.
Quando era pequena queria ser astronauta ou aeromoça.
Por circunstâncias da vida aos 18 anos guardei na mochila essa ideia, e me contentava com as viagens de férias. Contentava vírgula, voltava para casa nem um pouco contente , angustiada com um desejo louco de não voltar.
E assim segui até semana passada.
O 1o vôo estava atrasado duas horas. Mas ainda havia chance de pegar a conexão no ESE. Não fosse a falta de teto para pouso e a mudança para o Aeroparque.
8:15 am , a conexão saí as 8:30 do ESE e estou pousando no aeroporto errado.
Desembarca , pega as malas com a casa dentro, corre pelo aeroporto. Cadê o guichê da Aerolineas ?
A mocinha de chapeuzinho de barquinho impacientemente me aconselha a pegar um taxi se quiser tentar pegar o voo. E lembra que se eu não pegar esse o próximo sairá daqui a dois dias.
- Señor, yo preciso llegar ahora en ESE , porfavor ayuda me !!!
Trânsito intenso , no caminho me toco que não tenho peso argentino para pagar a corrida.

Escrevo de frente para o mar, sentada na mesa de fora do Girdlers Grind Cafe, em Dee Why praia ao norte de Sydney.
Meu novo lar por um tempo.
Hoje completo uma semana. Como um bebê, engatinhando. Nos primeiros dias, acordava no meio da madrugada e não conseguia mais dormir. De tarde um sono enlouquecedor. O jet leg radical enriquece a experiência da mudança.
Passada a lezeira, comecei o processo burocrático para existir como cidadã: cadastro no tax number, abrir conta no banco local, celular, internet, aprender o mapa, andar de ônibus.
Moro a dois minutos a pé de uma praia linda, diariamente faço caminhadas costeando várias praiazinhas com diferentes picos de surf.
No caminho vou listando as diferenças que me chamam atenção.
Morar na Australia é :
- Andar de long john pelas ruas como se estivesse de moleton.
- Se exercitar. Todo mundo corre, anda de bicleta, skate, caiaque, canoa, stand up e claro surfa. To falando de mães empurrando carrinho com gêmeos e fazendo cooper, senhores e senhorinhas nadando nas piscinas públicas das praias na friaca de 10 graus.
- Usar uma Ugg boots, uma botinha estilo esquimó. Tipo crock feia mas confortável. Acho que já já vou ter que me render e comprar uma.
- Tomar café, muito.
- Aproveitar a vida outdoor, muito pic nic, passeio nos parques, jogos com bola, frisbee.
- Levar sua própria bebida para o restaurante. Muitos restaurantes não possuem licença para vender álcool . Nesses locais há uma plaquinha na porta BYO ( bring your own ).
- Beber água da torneira. E ter bebedouros para encher sua garrafa ao longo das pistas de corrida.
- Entrar na peixaria escolher o peixe e o modo de preparo e comer ali mesmo acompanhado de fritas. O hábito inglês de fish and chips predonima por aqui.
- Pesar, ensacar e pagar sozinha no supermercado, sem ter o humano no caixa.
No mercado algumas diferenças de cifrões começam a mudar minhas receitas e hábitos culinários.
- Banana, manga, mamão, abacate e limão são caros. Opto pelas maçãs, existem várias espécies de tamanhos e tonalidades diferentes e pelo kiwi da vizinha Nova Zelandia que compro em lotes.
- Nirá e alho poró são mais baratos que salsa, cebolinha e coentro.
- Cogumelos frescos de várias espécies além dos famosos shimejis e shitakis são super em conta e compro em caixas. Eles vão consolar e compensar a ausência do aipim, inhame e baroa.
- Cenoura é barata. A abóbora nem tanto. E o gengibre uma fortuna.
- Tofu fresco e temperado, leite de arroz e de amendoas além de crackers, wrapps , pizzas e pães sem glúten para minha alegria são baratos. Paguei 1.99 (dolar australiano) no leite arroz. No Brasil pagava R$16,00.
- Salmon fresco e defumado da Tasmania e o atum em lata gigante são baratos.
E finalmente os vinhos brancos neozeolandeses e os tintos australianos tem preços bem convidativos.
Sigo explorando a culinária local da terra dos cangurus , daqui a pouco eu conto mais.







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04/04/2012

Bolo de Abóbora



2ª feira - Gulosa, insaciável, compulsiva, burra.

3ª feira - Equilibrada, plena, inteligente, respirando e mastigando devagar. Saboreando os momentos e prazeres.

4ª feira - Completamente stressada, impaciente, grossa, irritada, impulsiva. Nada dá certo, nada está bom, nada funciona.

5ª feira - Sábia, conselheira, paciente, zen, acreditando no tempo certo da natureza, nos ciclos , que nada é por acaso.

6ª feira - Feliz, animada, divertida, engraçada, rápida, esperta.

Sábado- Atleta, natureba, orgânica, ecológica, aventureira, integrada.

Domingo- Deprimida, alcoólatra, triste, chata, sem graça.

2ª feira - Amarga, esquisita, inquieta.

3ª feira - Oscilante, surtos de alegria e tristeza. Consumista.

4ª feira - Pão dura, irônica, implicante.

5ª feira - Enxerga o Buda em cada um, não critica ninguém, focada, produtiva, pontual.

6ª feira- Feliz, confiante, planejadora, sonhadora.

Sábado- Exotérica, estudiosa, canalizada, yogue.

Domingo- Amável, melancólica, saudosista.

2ª feira- Comedida, controlada, chic, elegante.

3ª feira - Rastafári , adolescente, hippie, largada, nem ai.

4ª feira - Hilária, assertiva, comunicativa, gargalhante.

5ª feira -Puta, junkie, louca.

6ª feira- Enjoada, deprimida, chata.

Sábado- Elétrica, fofoqueira,venenosa,articulada.

Domingo - Aérea, pensativa, evasiva, benevolente, compreensiva,filósofa.

2ª feira - Chic, gentil, elegante, fina, culta, emotiva, espirituosa.

3ª feira-.....

Em dias “ bipolares” para acalmar a mente , exerça a sua paciência preparando um bolo. Ajuda a dar um foco e faz pensar enquanto cria.

Essa receita eu tomei a liberdade de reproduzir de um site que sou seguidora, o naturalchefcuisine.com da criadora Anna Maria Forcelini Bonin.

Receitinha sem glúten – sem lactose/caseína – sem açúcar – sem ovos – sem soja – opção vegana

Ingredientes

• Obs: Fiz a receita usando no lugar de todas essas farinhas listadas abaixo a mistura já pronta de farinha sem glúten a FSG a venda no RJ e SP em lojas de produtos naturais.

1 xícara de farinha de arroz integral

1/2 xícara de farinha de milho

1/2 xícara de fécula de batata

1/4 xícara de farinha de amêndoas (trituradas até consistência fina)

1+1/2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio

1+1/2 colheres (chá) de fermento em pó

uma pitada de sal

3 colheres (sopa) de amido de milho ou tapioca, diluídas em 7 colheres (sopa) de água

1 xícara de mel

1 xícara de pure de abóbora cozida

umas gotinhas de suco de limão – a pontinha da colher de chá

1/4 xícara de ghee (ou gordura de coco, ou manteiga, ou margarina vegetal – vegana)

canela a gosto (utilizei um pouco mais que 1/4 colher de chá)

noz-moscada a gosto (algumas pitadas)

1/4 colher (chá) de extrato de baunilha (opcional)

Modo de Preparo

1. Pre-aqueça o forno a 180C.

2. Misture todos os ingredientes secos (da farinha ao sal) e reserve. Em outro recipiente misture bem o mel com o pure de abóbora, seguido da mistura amido de milho/água.

3. Adicione a mistura líquida nas farinhas incorporando até formar uma massa homogênea. Finalize misturando os aromáticos (canela, noz-moscada e baunilha).

4. Despeje a massa em uma forma de pão, bem untada e enfarinhada. Asse por aproximadamente 40 minutos e faça o teste do palito para saber se está assado – o palito deve ser inserido no centro do bolo e sair limpo. Se perceber que o topo está ficando dourado mas o centro ainda está cru, cubra com papel alumínio e deixe mais tempo no forno.

Espere o bolo ficar morno para desenformar. Cuidadosamente passe uma faca nas laterais e vire a forma com cuidado quando notar que o bolo está solto o suficiente. Lembre-se que desenformar bolos sem glúten e sem ovos ovos exige maior cuidado.

Assar em forma de pão é uma forma de manter a estrutura do bolo. Utilize uma forma de aprox. 35 cm.

Sirva com chá, suco, mel, calda, geléia, ou o que mais preferir.