22 de abr. de 2011

Ajo logo existo !

6ª feira de manhã , diálogo com amiga no carro seguindo para o trabalho: _ Acho que aquela frase está errada: "Penso logo existo!" Só pensar não adianta nada, você passa a existir a partir das suas ações, da atitude. Pensar todo mundo pensa. A diferença entre os brilhantes e os mortais comuns, é essa. Os gênios executam, fazem. Saem do mundo das ideias. _ Concordo. Isso é papo de artista, filósofo, esse povo super criativo e que ninguém conhece. Você existe a partir do que você faz, pelo que te reconhecem é o que te dignifica. Ter ideia é mole, quero ver fazer, concretizar, levar adiante. Depois desse papo minha cabeça passou o final de semana pensando em como executar. Arriscar, mesmo sem saber se vai dar. Tentar. Se jogar. Fazer, ao menos um pouco. Do it ! Sou compulsiva e no momento venho tentando transpor minha compulsividade por chicletes para a compulsividade da ação. Ser ativa e não impulsiva. Agir pensado, com responsabilidade. Ir até o final. Eu costumo viver tanto uma história no pensamento e maturação que antes mesmo de executar , já enjoei, não quero mais saber. Pensar demais só não adianta. Tem que pensar e agir, indo em frente. Claro que tudo tem o tempo da maturação. Mas mesmo durante o processo tem que ir testando, jogando iscas, dando os passos que levarão até a constatação. Mesmo que seja a conclusão de que precisa maturar mais para chegar a hora. Mas quando chegar a hora vc deve estar com a ideia fechada, pronta, testada. Para ajudar no agir, a botar em prática, vou para cozinha. Cozinhar é algo conclusivo, com começo, meio e fim. Estamos no outono e nessa época nosso corpo quer a consistência e o conforto das raízes como inhame, baroa, mandioca. Eu gosto de fazer chips de todos eles. Anota aí: Fatie com descascador bem fininho as raízes e coloque crúas em forno bem quente em forma coberta com papel manteiga. Deixe por cerca de 30 minutos. Desligue o forno, salpique sal, se quiser um pouco de órégano e voilá. Eu guardo em potes e como como se fossem Ruffles naturebas. É bom para levar de lanche no trabalho.

16 de abr. de 2011

Lanches práticos e saudáveis para crianças

Pensando nos filhotes dos amigos que se preocupam com alimentação, comecei a listar opções saudáveis, práticas e gostosas para lanches, pic nic, passeios, viagens e festinhas com os pequenos. Sugestão de cardápio: Salgados: Biscoito de polvilho Pão de queijo Bolinho de arroz no forno Mini pizza sem glutén ( marca Chico Geraes) Crecks sem gluten ( Chico Geraes) Espetinhos de tomate cereja com mussarela de bufala, azeite e oregano Empadinhas de queijo Flocos de arroz (doce e salgado) Biscoitos salgados de arroz com curcuma, de aipim ( marca Cultivar Brazil) Palitinhos de cenoura crúa, palitinhos de pepino, tomatinho cereja Pastinhas/caponatas de berinjela, abobrinha, cogumelos Pastinhas de soja ( Tofu cream –marca Ecobras) Doces: Saquinhos de mel Balas de algas coloridas Pirulitos orgânicos da marca Yummy Balas de banana passa Potinhos com mix de uva passa e uva sem caroço Morangos orgânicos Granola sem gluten, ou frutola com iogurte natural e frutas Espetinho de frutas Gelatina natural de uva, maçã, pêssego em copinho feita com agar agar ou gelatina incolor e suco de fruta organico adoçado com agave ou frutose. Brigadeiros feitos de tamara seca reidratada, batida e enrolada no coco ralado. Torta de frutas secas. No Rio vende no Fontes em Ipanema e no Biocarioca em Copacabana. Brownie organico ( Cultivar Brazil) Paçoca organica ( Cultivar Brazil) Biscoitos de limão sem glúten ( Cultivar Brazil) Bebidas: Água de coco Suco de uva orgânico Suco de pessego, maçã, orgânico Chás gelados ( maçã com canela, hibisco, capim limão) Águas aromatizadas ( com água de flor de laranjeira e água de rosas) Aos meus afilhados de coração e alma anjo Gabriel, príncipe Cortez, petit Ceci, principe Vicente, sereia Moana, preciosa Jade, espoletinha Olivia, fadinha Giuliana, bailarina Manú e doce Cora.

8 de abr. de 2011

Banquete Vivo

Banquete Vivo é um evento onde amigos reúnem-se e compartilham vários pratos. Funciona assim :cada um traz um prato e todos têm uma refeição em comum. É como um “juntar das panelas,” mas nesse caso não há panelas pois só são permitidos pratos crús. Além de experimentar vários pratos diferentes, trocar receitas e dicas, você tem a oportunidade de conhecer pessoas interessadas no mesmo estilo de vida. O Universo Orgânico e o Instituto Viva estão promovendo o primeiro banquete vivo no Rio de Janeiro. Vai acontecer na próxima segunda feira dia 11 de abril às 19:30 no restaurante Universo Orgânico:Rua Conde de Bernadote, 26 Lojas 105 e 106, Leblon, RJ INGRESSO: Um prato crú/vivo por pessoa. Se não souber fazer nenhum você pode tentar uma receita através dos links : www.banquetevivo.com ; http://inesense.blogspot.com/ Os interessados deverão confirmar presença pelo email: Helena@vivainstitute.com ou nos telefones do Viva Institute (24) 2221-4466 * (24) 9999-5604

7 de abr. de 2011

Workshop de Alimentação Viva

Nesse final de semana tem curso/retiro de alimentação viva em Petrópolis. O curso vai ensinar os princípios dessa alimentação e a fazer receitas vivas, simples e rápidas que não necessitam de grandes equipamentos. No cardápio entram sucos e smoothies verdes, leite de castanhas, sopas,saladas e molhos vivos, tortas e sobremesas vivas e sushis vegetarianos. Além de comer bem, aprender a fazer pratos deliciosos você vai poder descançar junto à natureza e às cachoeiras do morro do Açu em Petrópolis. Data: 7 a 10 de abril de 2011 O curso inclúi estadia, todas as refeições + sucos, manual, palestras, meditação e alongamento. E para quem não quiser ir de carro tem a opção de transporte ida e volta do Rio de Janeiro. Maiores informações no link - http://www.vivainstitute.com/pt/retreats/portugues-programas-de-desntoxicacao-alimentar-viva-o-detox-2/introducao-a-alimentacao-viva/

1 de abr. de 2011

Faça você mesmo - Curso de Hortas - RJ

O Curso Horta em Casa tem uma base teórica mas é bem prático! No curso você vai aprender sobre as ferramentas para o planejamento e implantação de sistemas orgânicos de produção. Conhecer as formas de manejo e cuidados com a terr através de práticas mais sustentáveis. Refletir sobre as formas de consumo e estimular encontros coletivos para trocas de experiências. Os assuntos são postos em prática no próprio ambiente de estudo, com possibilidades de aprofundamento em hortas domésticas ou em excursões para vivências nos campos de produção agroecológica. O curso tem os objetivos de: · Sensibilizar para as formas de cultivo e o consumo consciente; · Preparar seus participantes para o planejamento do sistema orgânico de produção; · Realizar o planejamento de implantação e manejo de sistemas agroecológicos · Promover a prática de mutirões de implantação de sistemas domésticos; · Realizar vivências em sistemas produtivos orgânicos (retiro de vivência rural); Promover a segurança alimentar. Sobre o educador: Suyá Presta é Agrônomo formado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Vem realizando trabalhos de extensão rural agroecológica junto a comunidades rurais, facilitando planejamentos participativos para o desenvolvimento local. Trabalha na elaboração e implementação de projetos de implantação de sistemas agroflorestais e orgânicos de produção. Oferece palestras e consultorias sobre horticultura orgânica - produção agroecológica de alimentos. Em 2009, concluiu o curso de especialização Educação Gaia: Design para a Sustentabilidade – organizado pela Ecovila Terra Una segundo currículo elaborado pelo GEESE – Global Ecovillage Educators for a Sustainable Earth. É membro da Ecovila Terra Una. Aulas: Terças feiras Horário: 9:00 ás 12:00 hs Local: Rampa - lugar de Criação; Rua Sá Ferreira, 202, Copacabana, RJ (em frente a estação Metrô Gal Ozório - saída Sá Ferreira) Mensalidade: R$180,00 ou R$150,00 (valor solidário) Inscrições: contatodarampa@coparampa.com.br Aulas avulsas ou experimentais: R$50,00 cada Aula experimental é aquela feita para conhecer o curso ao longo de seu desenvolvimento. A aula avulsa é feita por pessoas que tem interesse específico em determinada aula ou tema. E uma boa notícia para quem trabalha durante a semana. Estão abertas as incrições para formação de turma aos sábados ! Para maiores informações: Suyá Presta Agroecologia e Permacultura para o co-envolvimento Fones: (21) 83211130 ou 97107628 Ecovila Terra Una Interação Homem Natureza

29 de mar. de 2011

Memórias

A história verdadeira dos meus pais,eu não sei. Juntei minhas lembranças a fotos, relatos de família e amigos, cartas, diários, documentos,pimenta, salsa e cebolinha e sigo reproduzindo pela vida a fora. Não sei se conheceram mesmo numa festa em Santa Tereza, meu pai com 17 anos cabelos compridos, rosto de anjo que tocava flauta transversa. Minha mãe, mulherão 27 anos trabalhava na Globo já naquela época- 1969. Se eles se amaram verdadeiramente ou se foi apenas uma carência de um dos lados. Se minha mãe foi abandonada antes dele pelo grande amor da sua a vida e por descrença e desistência acabou ficando com meu pai. Ou se para o meu pai minha mãe serviu como uma mãe que ele não tinha e cada um se encaixou nas suas ausências e necessidades de preenchimento. Criei uma história romântica a la "Eduardo e Monica" ,do Renato Russo, onde Monica era mais velha e Eduardo bem mais novo, ela no mestrado e ele ainda prestando vestibular. A parte da história que a minha mãe passou para o mestrado em Paris e minha vó não queria autorizar a ida do meu pai , também não sei se é verdade ou lenda. Se procede que minha mãe já formada e trabalhando como jornalista carregou o jovem rapaz ainda sem profissão para França e Londres, onde ele então fazendo cursos livres descobriu o dom da fotografia que seguiu até o fim da vida. Tio se puder me ajudar a reeditar minha história, agradeço. beijos Sobrinha, Quanto ao seu pai e sua mãe o que sei é que se conheceram através do Bira, o amigo jornalista do Renato que na época trabalhava no mesmo jornal que a sua mãe. E acho que foi uma sorte eles terem ficado juntos e irem para Paris. Isso porque o Renato tinha ido com um amigo gaúcho, o Pingo, irmão do Pereio, de São Paulo para o Rio. E ai acabou tendo contato com um pessoal da luta armada que o convidaram para montar uma rádio clandestina, já que ele fazia caixas acústicas e conhecia eletrônica. A sua avó queria que o Renato fosse para Nova York. O amigo dela, o Júlio, que era relações públicas da Klabin conseguiu um convite para que ele fosse para lá estudar. Seus pais acabaram namorando na Maison de France, onde ele estudava flauta e sua mãe francês. É... acho que foi ótimo terem ido mesmo para Paris. Lá ele foi assistente de um fotográfo e aprendeu tudo sobre fotografia. Acho que foram felizes. É só ver as fotos da época. Mas também é claro que, com um diferença de 10 anos, sua mãe foi tudo para ele em Paris:mulher, amiga, amante e até mãe. Pelo menos até ele aprender a falar francês. Quem sabe bem sobre este período, 2 anos na França e seis meses em Londres, é o casal amigo deles que na época moravam na Alemanha, o Roberto que hoje é psicanalista e a mulher, que trabalhava na Globo . Eles se visitavam e chegaram juntos no Rio, em 1973 indo morar em Santa Tereza. beijos seu tio Memórias, o passado para reconstruir o presente. Um pouco nostálgico, mas gostoso de ouvir,criar, recriar. Me lembrou as sopas, receitas antigas, históricas e gostosas de recriar. Bem tradicional, bem fámilia. Sopa de Cenoura e Gengibre 3 cenouras grandes, raspadas e cortadas em cubos grandes 1 cebola branca grande cortada em quatro 1 pedaço de gengibre fresco Cozinhar em 1 litro de água as cenouras, a cebola e o gengibre. Após cozido, retirar o gengibre e bater tudo (água inclusive) no processador até formar um creme.Voltar ao fogo em panela e acertar o tempero com sal a gosto. Servir em prato fundo. * pode espremer por cima um pouco do caldo da laranja lima para dar um perfume. As memórias!

A Dona da História

Dizem que os acontecimentos da vida têm três verdades: a sua , a do outro e a verdade verdadeira. Nem sempre dá para checar todos os fatos para saber se acreditamos no que realmente aconteceu ou se criamos para nos defendermos. Tive cedo grandes perdas na vida e por isso fatos importantes não foram conversados, confirmados. Depois que postei no blog um texto falando sobre a avó, meu tio filho mais velho, me mandou um email esclarecedor sobre a minha história. Achei tão legal a troca de emails que dei uma editada e reproduzo abaixo. oi Tio, Que bom que agora vem você e me esclarece. Aos poucos vou montando as peças. A invenção foi pelo desconhecimento de causa e necessidade de montar uma história pessoal, para me conhecer melhor e entender de onde vim. Não sei como cheguei nessas verdades. Acho que fui juntando um pouco de tudo que escutei de cada lado, pelas fotos, figurinos, documentos e objetos e fui traçando um roteiro que fizesse sentido. Construí personagens por não conhecê-los suficientemente e o quanto eu gostaria. Há anos sigo pensando que era assim. Vale dizer que mesmo minha história não estando 100 % correta achei bem próxima da real, não foi pura maluquice, fazia sentido. E a verdadeira também é bem interessante, acho até que gostei mais dessa. obrigada um beijo grande Olá sobrinha, Sua tia me enviou o texto do blog sobre a avó. Achei bem legal, bem escrito e interessante, vendo ela através da visão de neta dominical. Só tem alguns reparos de fatos. A sua avó nunca foi vedete de teatro de revista. Antes de casar ela trabalhou na joalheria do Natan, que foi um dos padrinhos do casamento dela. Fez ponta em rádionovela, na Rádio Nacional, no papel de ingênua, dizia ela, onde conheceu o seu avô, o Norberto. Que também nunca foi dono de circo. Começou a carreira sendo ponto de teatro, na companhia do Procópio Ferreira, que era famosa. Tanto que a filha do Procópio, a Bibi Ferreira, foi também madrinha do casamento deles. A partir dai, ele conheceu muitos artistas, como o comediante Colé, o Grande Otelo e também o pessoal do teatro de revistas. Depois, a partir dos anos 50, ele foi tesoureiro da Recebedoria Federal, um ótimo emprego público, que obteve graças a um primo-irmão, o Raniere Mazzili.Com o golpe militar de 64 seu avô foi, então, trabalhar com artistas que ele conhecia, inclusive nos grandes circos, onde era uma espécie de relações públicas, que arrumava os terrenos com as prefeituras, fazia a divulgação, etc. A sua avó também nunca foi sócia do Rotary Club, que é uma instituição conservadora e mantinha o colégio onde estudei aqui em São Paulo, o Rio Branco. Mas achei o texto ótimo, e o resto do que você conta e remonta é real inclusive quando fala dos plásticos que cobriam as cadeiras e sofá e aumentavam o calor nas pernas da gente. Beijos, Seu tio Isso tudo me lembrou a peça "A Dona da História" no diálogo entre a Marieta Severo ( o futuro) e Andréa Beltrão ( o presente) que dizia mais o menos assim : Marieta:- " Vê lá como você vai viver essa historia hein ! Andréa-" Vê lá como você vai contar depois". As histórias são formadas em parte pelo que vivemos e a outra parte fica por conta do que acreditamos que vivemos, as nossas verdades. Em homenagem a essa familia bela e louca tipicamente italiana, segue um risotto ao limão siciliano para celebrarmos a nossa história: Ingredientes: Para o risotto: Arroz arbóreo Vinho branco seco Cebola picada Caldo de legumes feito na hora Limão siciliano (o caldo e raspas da casca) Azeite de oliva Pimenta branca moída na hora Sal (se o caldo já for salgado não precisa) O início de todo risotto sempre igual. Basicamente : Refogue uma cebola picada no azeite até que ela fique molinha, mas sem deixar dourar. Acrescente o arroz e misture bem. Refogue um pouco e acrescente o vinho branco. Deixe reduzir. Cerca de 500ml de vinho para 500g de arroz. Quando o vinho secar, vá acrescentando o caldo de legumes, este deve está bem quente ou fervendo. Acrescente uma concha por vez, continue mexendo até reduzir e acrescente outra, continue nesse processo até o arroz ficar quase no ponto certo (al dente). Quando estiver quase no ponto, acrescente o suco do limão (suco de dois limões sicilianos, o ideal é acrescentar aos poucos e provar para não ficar muito azedo), depois acrescente as raspas de um limão (só a parte amarela para não amargar). Misture bem. Se necessário, colocar mais caldo. Quando o arroz estiver no ponto mexa vigorosamente, desligue o fogo e acrescente duas colheres de sopa de azeite, misture tudo e sirva a seguir. * Receita emprestada do blog Uma pitanga na Cozinha, autoria de Mariana Pitanga.