30 de mai. de 2010

A gaivota

Estava deitada na prancha, bem longe da arrebentação, no silêncio acolhedor do oceano e me sentia completamente em paz. Plena, segura, inteira, em casa. A gaivota sobrevoava perto de mim , era como se conversasse comigo. O sol me abraçava, aquecia minha alma. A brisa fazia cafuné no meu cabelo. Fechei os olhos e lembrei que há um tempo atrás meus dias foram cinzas, chuvosos e tristes. Foi quando meu pai estava no hospital e todos os finais de semana e momentos livres passava junto com ele. Nessa fase me agarrei na frase do Osho "Isso também passará". Sabia que a saída era lá na frente e que a situação iria se transformar. De repente, o peixe pulou na minha frente e me trouxe de volta a minha prancha. Abri os olhos e a gaivota piscou para mim : "Tá vendo, passou !" Me toquei que os dias voltaram a ser ensolarados. Esse instante , guardo junto com meus tesouros e tiro essa imagem de dentro do baú em dias nublados. Em homenagem a essa gaivota resolvi fazer um peixe. Peixe Fernão Capelo Gaivota: 02 Filés de peixe branco (dourado, tilápia, namorado,...) limão pimenta do reino ervas sal marinho Molho pesto light de rúcula: 1/2 xic azeite 01 col de sopa de gergelim branco 04 col de sopa de água 01 molho de rúcula orgânica sal marinho pimenta do reino Tempere os filés com limão pimenta do reino e ervas. Deixe descansar por cerca de 01 hora. Esquente uma grelha ou frigideira de preferência de aço inox, ou teflon que nào esteja descascado. Coloque um fio de óleo de canola ( eu costumo passar com um pincel na panela). Grelhe os filés. Reserve. Bata no liquidificador o gergelim sozinho, depois junte o azeite, a rúcula, pimenta do reino,sal um pouco de água e bata novamente. Coloque uma colher de sopa do molho sobre os filés. Para acompanhar , algumas opções: Saladas Purê de batata baroa legumes cortados em tiras salteados na wok arroz integral com gergelim Tenha um dia ensolarado!

24 de mai. de 2010

Life is sweet

Quando estou com um problema martelando a mente aprendi que a melhor coisa a fazer é sair do campo da angústia. Mudar de assunto, dar uma volta, falar com os amigos sobre outras coisas, ver um filme de comédia.
Se estiver barra pesada mesmo me dou de presente um dia de princesa.
Acredito que viemos ao mundo para aprender coisas novas e ser feliz.
Começo o dia de princesa endorfinando o corpo pedalando, correndo ou nadando para liberar a energia estagnada.
Emendo numa sauna .
Depois um mergulho na praia com água de coco olhando o horizonte para abrir a mente.
A tarde entro no salão e faço tudo que tenho direito, pé, mão, cabelo, sombrancelha. Se a grana estiver curta faço máscaras naturais para cabelo corpo e rosto em casa mesmo e fico cheia de pepino na cara, abacate no cabelo e mel espalhado pelo corpo.
Faço uma massagem, se não der para pagar massagista, alugo um amigo ou amiga que saiba fazer.
Compro flores para casa.
E para adoçar o dia finalizo com um docinho de preferência sem causar nenhum estrago no trato que acabei de dar no corpo.
Sobert de manga natural: Ingredientes: 01 manga 01 gengibre 01 folha de hortelã Opcional: Geléia de gengibre sem açucar. Descasque e corte em pedaços uma manga rosa bem madura, guarde em pote com tampa ou saco plástico e congele. Você pode bater os pedaços de manga congelada no liquidificador , passar na centrífuga, ou ralar com um ralador formando fios como um macarrão. Opcional : bata a manga congelada junto com metade de 01 laranja lima espremida. Até formar um creme. Rale um pouco de gengibre por cima do creme. Sirva com uma folhinha de hortelã. Opcional: Em volta do prato coloque um pouco de geléia de gengibre natural sem açucar. Existem marcas inglesas ótimas a venda nos supremercados. A última que comprei é da marca Wilkin & Sons.

22 de mai. de 2010

Sob nevoeiro use farol baixo.

Seguimos a vida fazendo escolhas, consultando nosssos mapas, bússolas e guias para determinar o caminho, que lado ir , tentando sempre evitar se perder. Se perder dá medo, apavora. Mas será que se perder é ruim mesmo ? Se perder também abre oportunidades. Oportunidade do desconhecido, do novo, do diferente. Nunca esqueço quando numa viagem em Paris me separei dos amigos e resolvi flanar. Saí com o objetivo assumido de me perder pelas ruas. E nesse dia encontrei um lugar mágico. Uma pequena casinha, charmosa, cheia de tralha, pilhas de livros desorganizadamente arrumados, frases soltas pelo chão, poemas escritos nos degraus, poesias e plantas tudo junto e misturado. Foi como se eu tivesse encontrado a casa de doces do João e Maria. Era a livraria Shakespeare & Co. O dono um senhor rabugento e ao mesmo tempo simpático, não me deixou tirar fotos, mas carrego comigo a lembrança e o cheiro de livro e papel guardado. Foi um momento, um instante, um encontro que surgiu a partir da liberdade de me perder. Os amigos dessa viagem até hoje não conseguiram encontrar a livraria , expliquei que só vão encontrar quando se perderem. Paris me emociona e me dá fome. Respeito e admiro a culinária francesa, mas do meu jeito... Deve ser um crime para os chefs e puristas, mas de cara substituo e elimino a manteiga e o leite das receitas. Essa é uma receita de quiche que adoro fazer para os amigos, já é um clássico. Quiche de palmito e alho poró Ingredientes: Massa 300 gr de farinha sem glúten ( FSG) ou farinha de arroz. 1/2 xíc. de azeite ( vou colcando no olho aos poucos para a massa não ficar muito mole) um pouquinho de água sal marinho a gosto Recheio: 01 vidro de palmito orgânico picado ( lavar antes) 01 alho poró 01 vidro pequeno de cogumelos 02 cebolas pequenas pimenta do reino cominho óleo de canola sal marinho Modo de preparo: Junte a farinha com azeite numa tigela , despeje aos poucos o azeite, amasse bem e forme uma bola. Se necessário coloque um pouquinho de água para dar liga. Até que a massa solte das mãos. Deixe descansar na geladeira coberta por 1h se possível. Prepare o recheio: Refogue o alho poró em rodelas com cebola picada no óleo de canola, pimenta do reino e cominho. Bata no liquidificador o palmito com o cogumelo para formar um creme. Misture o creme delicadamente com o refogado. Abra a massa com rolo em uma superfície lisa. Forre uma forma de quiche, ou torta. Despeje o recheio. Coloque em forno já aquecido. Deixe por pelo menos 30/40 minutos. Para acompanhar salada verde de folhas orgânicas. Nota da autora: As medidas não são exatas pois vou sempre colocando aos poucos até chegar na textura desejada.

7 de mai. de 2010

Conforte-me com maçãs

Maçã me lembra amor, que me lembra mãe. Minha mãe não era uma expert na arte culinária, na verdade nem curtia muito cozinhar. Mas essa torta natural que aprendeu em Paris era sua especialidade. Uma ótima pedida para fazer nesse domingo. Friandise aux pommes by mamy Massa Brisé: 250gr de farinha sem glúten ( FSG) ou de arroz 150 gr de manteiga Ghee 5 colheres de sopa de água 01 pitada de sal Misturar com os dedos. Forrar a forma com esta mistura. Cobrir com papel alumínio e encher de feijões crús por cima para massa não estufar. Assar uns 15 minutos. Nota da autora: bem coisa de receita antiga: cobrir com feijões crús ? quem ainda faz isso ? Recheio: Fazer uma compota com maçãs vermelhas. 04 maçãs descascadas e cortadas em cubos. Coloque-as de molho em água com limão. Trocar a água e cozinhar até ficarem transparentes numa calda rala. Essa compota é espalhada sobre a massa brisée depois de retirada do forno. Semoule: 50 grs de farinha sem glúten ou de arroz. 25 grs de manteiga ghee 50 grs de castanhas do pará (de preferencia embalada a vácuo, pois não está oxidada) 25grs de uva passa orgânica hidratadas ( deixar de molho na água da noite para o dia e escorrer ) canela e essência de baunilha orgânica Misturar com os dedos até formar uma farofa. Depois cobrir a compota com esta farofa e levar novamente ao forno até formar uma crosta dourada. Para dar mais gosto a sêmola acrescente casca de limão ou laranja lima ralada. Essa receita mora na memória, carrego comigo, mas nunca mais comi. E se não fosse o velho caderninho azul eu não teria como passar a vocês. Fica aqui a minha homenagem a dona da receita, que me ensinou a respeitar as diferenças,que a justiça e a honestidade devem sempre prevalecer e que na vida a gente deveria experimentar um pouquinho de tudo, desde pintar uma tela, tocar um instrumento, plantar uma horta, desenhar, escrever poesia, fazer cerâmica, jogar volley, dançar, surfar, buscar coisas novas, diferentes, ser aberta a descobertas, lugares e pessoas. Para você que tem a sorte de ter uma mãe ai do lado, aproveite, aprenda com ela, perdoe, agradeça por sua existência. E eu tiro uma casquinha das muitas mães que escolhi como lanternas para iluminar meu caminho. Feliz dia das mães!