Feijão Transgênico desenvolvido pela Embrapa
Há 14 anos
Manual de sobrevivência para uma vida mais saudável.
Gosto muito de sair para tomar um expresso.
Muitas vezes almoço em casa ou no trabalho e saio só para tomar o café depois da refeição.
Serve para dar um respiro, mudar os ares. Um momento onde paro, penso, faço anotações.
Gosto de variar os lugares e tenho o hábito de olhar os cardápios mesmo se eu não for comer nada.
Tive uma grata surpresa outro dia quando peguei o cardápio do Cocadine no segundo piso do Shopping da Gávea.
O bistrô serve várias comidinhas sem glúten,como torradinhas com geléias, cesta de pães, pizzas, lasanhas vegetarianas, bolo de tapioca, sobremesas sem açucar, além de chás naturais quentes e gelados.
Coisa rara de encontrar nos cafés tradicionais.
Algumas frescurinhas que costumo usar para dar um toque no café:
Uma pitada de canela, ajuda acelerar o metabolismo.
Uma gotinha de baunilha orgânica , dá um gostinho e sacia a vontade de sobremesa.
Raspas de limão.
E minha prima me deu a dica de colocar uma sementinha de cardamomo,esse ainda não provei mas deve ficar um luxo !
Vá lá:
COCADINE Shopping da Gávea
Rua Marquês de São Vicente, 52 - quiosque 65 (2º piso) - Shopping da Gávea
cep: 22451-040 - Rio de Janeiro - RJ
tel: (21) 2511-6574
COCADINE Planetário da Gávea
Av. Padre Leonel Franca, 240 - quiosque (varanda) - Planetário da Gávea
cep: 22451-000 - Rio de Janeiro - RJ
tel/fax: (21) 2512-9783
Minha madastra mora na Alemanha, mas precisamente em Kassel, uma cidadezinha próxima a Frankfurt, onde é realizado o Documenta.
Sonia passou uns dias lá em casa e trouxe na mala dezenas de frutas secas dos mais variados sabores, todas produzidas a partir da agricultura Biodinamica. Uma corrente trazida pelo filósofo Rudolf Steiner que preza o principio de "auto-sustentabilidade". Através do equilíbrio entre as várias atividades (lavouras, criação de animais, uso de reservas naturais), busca-se alcançar maior independência possível de energia e de materiais externos à fazenda.
Uma agricultura preocupada com a terra, com o meio, com o todo.
Hoje Sonia vai embora e como despedida fez um prato que comemos há anos atrás no Universo Organico e desde então ela passou a replicar lá pelas terras alemãs.
Além de delicioso mais light impossível.
Spaghetti a moda da Sonia via Universo Orgânico.
02 abobrinhas grandes
02 tomates orgânicos
01 cebola
pimenta do reino
sal
castanha do Pará
Rale a abobrinha crua de comprido para que os fios fiquem grandes como um macarrão mesmo.
Em uma panela faça um molho de tomate clássico.
Refogue a cebola picadinha, cozinhe em pouca água os tomates, retire a pele.
Tempere com pimenta do reino.
Bata no liquidificador.
Uma pitada de sal.
Atenção, bata o tomate com pouca água para que o molho fique grosso.
Coloque o espaguete crú no prato, despeje o molho morno sobre ele.
Rale uma castanha do Pará por cima.
Para acompanhar : abóbora moranga em pedaços no forno com um fio de azeite e gergelim.
Essa receita é adaptada , na original do Universo Organico, o molho de tomate leva macadamia e talvez alguma outra semente, ou o leite da semente, dando ao molho uma consistência mais cremosa.
Mas esse segredinho ainda não peguei com a chef Tiana. Agora que o Universo abriu no Shoping da Gávea vai ficar mais fácil.
Assim que eu descobrir eu conto para vocês. Mas experimentem a moda da Sonia que já fica uma delícia !
Estou hospedando uma indiana.
Neha mora em Pune, tem 24 anos, trabalha com projetos sociais de reciclagem é filha de médicos da linha Ayurveda e está viajando pelo Brasil no esquema de couchsurfing: um site pelo qual as pessoas se conectam e viajam pelo mundo hospedando-se nos sofás dos moradores locais da cidade.
Antes que me perguntem - eu não faço parte desse site ela parou aqui em casa através de um primo meu que é bem viajado.
A indianinha é uma fofa, parece a Yasmin do Aladim e me trouxe vários presentes divinos.Entre eles o chá de cardamomo. Nunca tinha visto.
O cardamomo é um excelente digestivo, perfeito para ser tomado após uma refeição.
O tempero faz jus a denominação de especiaria, o valor é bastante salgado por aqui.
Mas especiaria é especiaria, deve ser tratada como tal.
Nesse item não adianta comprar o mais barato, pois muda muito a qualidade do produto.
Voltando a minha hóspede, estava super empolgada para ela apresentar um jantar indiano.
Só que Neha é suuuuper moderna e fora dos padrões das tradições indianas: não sabe cozinhar, não tem religião, não pratica Yoga e pasmem : come carne vermelha eventualmente.
Então decidi que vou fazer eu mesma um jantarzinho básico a moda indiana.
Um clássico que tenho na manga.
Frango com cúrcuma e gengibre.
Simplérrimo !
Ingredientes:
01 bandeja de filé de peito de frango orgânico, ou frango caipira.
01 colher de chá de cúrcuma
01 pedaço médio de gengibre
02 cebolas
sal marinho
pimenta do reino e limão para temperar os filés
Modo de preparo:
Lave bem e tempere os filés com limão e pimenta do reino, deixe por 01 hora pelo menos.
Pique os filés em cubos e refogue com a cebola em cubos grandes e um pouquinho de água só para não grudar, deve ser colocada aos poucos.
Quando a carne estiver branquinha, junte o gengibre ralado e o cúrcuma. Mexa com colher de pau.
Regue com um pouquinho de água durante o cozimento até que dourem.
Ao final adicione sal e um fio de azeite por cima.
O cheiro do cúrcuma, o nosso açafrão da terra toma conta da casa e estimula o apetite.
Essa poderosa especiária tem também seus poderes medicinais é antioxidante, antiinflamatório, antimicrobiano, digestivo, entre outras mil funções.
Com esse frango gosto de servir acompanhamentos a base de cenoura, vale desde uma salada de cenoura ralada com uva passa, purê de cenoura com batata baroa ou cenoura em palitos refogada na wok com azeite e ervas.
Ah ! A mesma receita pode ser feita utilizando peixe branco ou atum no lugar do frango.
Exeprimente! Depois me conta.
Sempre que viajo adoro experimentar as comidas locais.
Fruta diferente me fascina.
Em Fortaleza mais precisamente na pequena praia chamada Lagoinha, fui apresentada ao Sapoti. Uma fruta marrom por fora e amarelada por dentro, fisicamente lembra o kiwi, mas o sabor... demorei para conseguir descrever. Hoje , passados três dias que como compulsivamente, o mais próximo que cheguei para descrever o sabor foi um misto de caqui com doce de abóbora e coco queimado. Hein ?! Pois é, desculpa, mas foi o melhor que consegui.
A carne parece o caqui mas o sabor é diferente tem um quê de coco, sei lá.
A fruta veio da América Central e do México e no Brasil dá muito no Norte e Nordeste,era consumida e apreciada pelos povos Maias e Astecas.
Tem muito ferro. Segundo minha tia a gente descobre qual a vitamina predominante nos vegetais e nas frutas através da cor. O Sapoti é marrom , marrom significa muito ferro presente.
Descobri que do Látex do tronco do Sapoti faz-se o chiclete.... o que explica o meu amor à primeira vista pela fruta.Sou viciada em chicletes, um dos meus três venenos que ainda não consegui abandonar.
Só consumi o Sapoti in natura, mas posso imaginar a delícia que deve ser em calda, sorvete, suco, doces...hummmm.
Como nunca vi a fruta no Rio, vou ser obrigada a levar algumas comigo, vai ser muito difícil desapegar...
Sou fã do inhame , um alimento sagrado.
Comer inhame afasta mosquito. Ótimo para tempos de dengue, febre amarela e outras pestes, foratlece o sistema imunológico.
A Isabel que me ajuda nas tarefas do lar está ficando cada vez melhor no creme de inhame.
Outro dia desconfiei que ela tinha sabotado e colocado manteiga ou leite. Não uso nenhum desses ingredientes, mas as vezes ela compra ou tem lá em casa para as visitas.
Mas a Bel jurou que fez exatamente como eu havia instruido.
Claro, dando o toque especial do carinho com que prepara minha comida,ela adora receber meus elogios.
Anota aí:
Creme de inhame by Bel:
Ingredientes:
01 quilo de inhame
01 alho poró
01 cebola grande
azeite
sal marinho
noz moscada
água morna
Modo de preparo:
Cozinhe o inhame ate ficar bem macio.
Esprema com espremedor de batatas.
Refogue alho poró e cebola na água, vai pingando água aos pouquinhos, não precisa usar óleo nem manteiga.
Despeje o creme nesse refogado e pingue aos poucos água morna ( bem pouquinho) até chegar na consistencia desejada.
Coloque sal, noz moscada a gosto um fio de azeite e mexa bem.
Voilá !
Um creme branquinho perfeito para comer nas noites frias de outono. Aquece a alma e te protege de doenças.